Três doenças da uva causadas por fungos

As doenças da uva são um desafio importante para o produtor. Sua relevância está associada com as perdas econômicas e de produção que estas doenças podem provocar.

Isto se torna especialmente importante para as regiões Sul e Nordeste. Nelas é que a uva é produzida. No Sul, o destino da uva é especialmente a indústria, com a produção de vinho e de suco. Por outro lado, no Nordeste a uva destina-se ao consumo direto.

A relevância da produção de uva não se limita à indústria alimentícia. Os vinhedos presentes nos estados do Sul também oferecem uma atração turística. Este benefício se expande cada vez mais.

Os fatores climáticos que favorecem a incidência de doenças fúngicas são dois: altas temperaturas e altas umidades. Infelizmente, ambos os fatores são usuais na principal região produtora, a Sul. Logo, é evidente a necessidade de conhecimento sobre estas doenças e sobre as ações que podemos adotar para controlá-las de maneira eficiente.

Míldio, a mais importante entre as doenças da uva

A principal, entre as doenças da uva é o míldio. O fungo que causa ela pertence à espécie Plasmopara vitícola.

Pode-se identificar o míldio por vários sintomas. As folhas apresentam manchas amareladas, com mofo branco nas partes inferiores. A infecção pode ser tornar mais severa, causando necrose e, eventualmente, a perda das folhas.

O míldio não afeta apenas as folhas da videira. O mofo branco também pode aparecer nas outras partes. Além disso, o fungo pode penetrar nas bagas, causando o seu escurecimento e endurecimento.

O fungo que causa o míldio é um parasita obrigatório. Ou seja, ele só vive em associação com as videiras. As condições que favorecem o míldio são temperaturas amenas, entre 18 e 22ºC e a presença de água sobre as folhas. Sendo assim, a irrigação, bem como a vegetação densa, são outros fatores favoráveis ao míldio.

O produtor de uva pode controlar o míldio pela adoção de várias práticas. Estas práticas incluem o uso de cultivares mais resistentes, evitar o aumento da umidade pela escolha do local a ser cultivado e evitando o adensamento das videiras.

Também é possível o uso de fungicidas e outros defensivos que atuam sobre o fungo. Análises visando a detecção do patógeno é uma ação que pode ajudar no diagnóstico da doença, auxiliando na implementação de medidas de controle. Neste sentido, uma das técnicas mais eficazes de diagnósticos é a análise genética, como a Biodetec, realizada pela Biome4All.

O mofo cinzento

Novo cinzento é uma doença da uva que se destaca pela sua ocorrência cosmopolita: ela está presente em todas as regiões produtoras de uva.

O fungo que causa o mofo cinzento pertence à espécie Botrytis cinerea. Este fungo ataca as partes aéreas, incluindo os novos ramos e as folhas. Os ramos infectados apresentam um aspecto marrom ressecado. Manchas marrons também são observadas nas folhas.

No entanto, os maiores efeitos são observados nos cachos, especialmente quando o fungo ataca os seus pedúnculos. O resultado desta infecção é a queda precoce do cacho. além disso, as uvas infectadas pelo fungo podem contaminar outras partes da planta.

Entre as medidas que podem ser utilizadas para o controle do mofo cinzento destacam-se as práticas que favorecem a ventilação e a insolação das videiras. Pode-se aplicar fungicidas, de maneira similar a outras doenças causadas por fungos.

Contudo, também existe a possibilidade de realizar o controle biológico desta doença. Neste sentido, este controle baseia-se no uso da bactéria Bacillus pumilus. A vantagem do controle biológico é que ele proporciona uma produção mais sustentável. Além disso, ele proporciona produtos com um maior apelo para a saúde do consumidor.

A antracnose

Um terceiro exemplo de doença que os fungos causam é a antracnose. O fungo responsável por esta doença pertence à espécie Elsinoe ampelina. Ela infecta todas as partes aéreas da Videira, a exemplo de outros fungos patogénicos.

A principal evidência de antracnose em uma planta é a presença de manchas escuras. Esta doença se manifesta, como em outras doenças fúngicas, em temperaturas mais quentes e quando há excesso de água. Porém, ela pode ocorrer em climas mais frios. Geralmente a antracnose ocorre durante o verão e a primavera.

Pode-se adotar várias medidas para o controle da antracnose. Estas medidas incluem a retirada dos restos de cultura do solo, bem como o tratamento do mesmo com calda sulfo-cálcica. Outras medidas, mencionadas em relação com as doenças anteriores, também podem ser utilizadas no controle da antracnose.

Por último, é importante destacar que, nestas doenças associadas a fungos que podem ser encontrados no solo, também é possível empregar análises para auxiliar o produtor e o agrônomo nas medidas de controle.

As análises genéticas de solo, como a Agri-Analysis e a Biodetec da Bome4All, se destacam. Isto porque elas podem auxiliar no diagnóstico da doença. Além disso, podemos usá-las na avaliação dos atributos da microbiota do solo, relacionados com a supressividade a estas doenças.

Marcus Adonai Castro da Silva, microbiologista e cofundador da Biome4All

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