Análise de Solo: Como Avaliar a Saúde do Solo Além da Química
Existe um mito persistente no agronegócio de que “solo bom é solo cheio de adubo”. Durante décadas, a busca pelo aumento de produtividade baseou-se quase exclusivamente na reposição maciça de insumos sintéticos. No entanto, é cada vez mais comum observar talhões que recebem altas doses de fertilizantes, mas que não respondem com o vigor esperado na colheita. A planta sofre com pequenos veranicos, as doenças radiculares multiplicam-se e a rentabilidade cai. O que as análises de solo comuns não alcançam? A resposta é que fertilidade química isolada não é sinônimo de saúde do solo. Um ambiente pode estar quimicamente corrigido, mas biologicamente inerte ou dominado por patógenos.