Mapeamento de solo: a genética aplicada para à cultura de laranja

Descubra como o mapeamento genético do solo pode ser aplicada na cultura da laranja.

A cultura da laranja enfrenta muitos desafios na sua produção. Porém, os fungos recebem maior destaque. Isto porque estão associados com perdas importantes da produção. Além disso, o produtor de laranja deve estar atento às práticas de manejo adotadas. Isto é verdade, pois os consumidores estão cada vez mais exigentes. Portanto, há demanda de práticas que não afetam o meio ambiente. Desta maneira, neste texto eu quero apresentar os resultados de um mapeamento de solo.

Ela foi conduzida com o FB Diagnóstico da B4A. Este serviço apresenta os resultados relativos às bactérias deste solo. Nele irei enfatizar os seus potenciais da sua microbiota. Além disso, também irei mostrar como eles podem ajudar o produtor de laranja. Em especial, na adoção de práticas de manejo mais saudáveis ao ambiente.

O potencial de combate às pragas

A laranja está sujeita a várias pragas. Portanto, é importante que a microbiota apresente um bom potencial de controle. Inicialmente, nós identificamos os atributos associados com o este potencial. Assim sendo, vimos que as bactérias apresentam um alto potencial para controlar todos os tipos de pragas. Este solo apresentou alta frequência de genes de combate de patógenos. Estes patógenos incluem micro-organismos, insetos e nematódeos. Esta comparação foi realizada com solos similares.

Figura 1. Potencial para o controle de pragas, identificado com o estudo de solo realizado.

Consequentemente, este solo não requer intensas aplicações de defensivos agrícolas. O mais interessante é aproveitar o potencial natural deste solo. Isto significa uma economia, pois o uso de defensivos é reduzido. Também representa uma produção mais sustentável de laranjas.

O mapeamento de solo revelou os potenciais nutricionais

Uma das ações mais importantes dos micro-organismos é sobre os nutrientes das plantas. Em relação com ela, irei utilizar dois exemplos extraídos deste mapeamento. O primeiro é sobre o fósforo, enquanto o segundo é sobre o ferro.

O potencial das bactérias para solubilizar fósforo é baixo. Entretanto, o potencial para mineralizar o fósforo orgânico foi alto. Isto é importante, pois as plantas não absorvem fósforo orgânico. Elas só consomem o inorgânico. Portanto, há potencial para incrementar a capacidade de fornecer fósforo neste solo. Assim sendo, a solubilização é um foco das ações.

O outro exemplo é o do ferro. A microbiota deste solo era muito equilibrada em relação com ele. Porém, ela apresentou um potencial de perda maior. Ou seja, ela possui alta capacidade para absorver o ferro. A introdução de organismos que atuam sobre o ferro pode aumentar o fornecimento deste elemento. Especialmente se ele estiver em falta neste solo

A diversidade de bactérias do solo

A microbiota deste solo apresentou muitos potenciais. Porém, a sua diversidade é baixa, em comparação com outros solos. Contudo, apesar de não ser ideal, isso nos sugere um grande potencial para o manejo biológico.

O solo estudado contém vários organismos que promovem o crescimento das plantas. Assim sendo, nós detectamos altas frequências de bactérias fixadoras de nitrogênio. Contudo, também observamos organismos que liberam fósforo. Entretanto, a sua ocorrência foi mais baixa. O mesmo vale para organismos que atuam sobre o ferro. Logo, este conjunto de dados nos sugere ações que podem ser feitas, com base em insumos biológicos.

Espero que este texto tenha sido útil. Nele ilustrei o uso do mapeamento de solo que a B4A realiza. Fiz isto para a produção de laranja. Porém, o mesmo tipo de mapeamento pode ser feito com qualquer cultura.

Dr. Marcus Adonai Castro da Silva – cofundador da B4A.

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