Mapeamento genético do solo orienta posicionamento de produtos biológicos

A startup B4A, em parceria com a empresa de insumos biológicos Biotrop, mapeou o metagenoma do solo em áreas de soja do Rio Grande do Sul para avaliar as características da microbiota de diferentes regiões do estado. Por meio da plataforma FULLBIO, foram mapeadas 48 amostras de solo.

O FB Tratamento mapeia o DNA de bactérias e fungos presentes no solo e a partir dessas informações é possível estabelecer parâmetros de qualidade do solo e inferir produtividade agrícola e riscos à biossegurança.

De acordo com Marcus Adonai Castro da Silva, co-fundador da B4A, foram caracterizados atributos relacionados à saúde e fertilidade do solo, bem como a descrição das comunidades de micro-organismos. “Esses dados foram correlacionados com os valores de produtividade e associados com as diferentes regiões e solos de origem, o que permitiu identificar micro-organismos e processos que estavam associados à alta produtividade.”

Para a pesquisadora da Biotrop, Juliana Marcolino Gomes, os resultados possibilitaram uma maior compreensão da biologia dos solos, permitindo identificar deficiências e ameaças que podem ser manejadas com um posicionamento assertivo. “Pela associação com a produtividade, e identificando as eventuais deficiências dos solos mapeados, as recomendações, quanto ao uso e desenvolvimento de bioinsumos, podem ser mais precisas”, orienta.

Além desses resultados, a plataforma FULLBIO realizou levantamentos personalizadas, permitindo a comparações entre as amostras e o desenvolvimento de um banco de referência específico para a região avaliada.

El Niño 2026: como o agro pode se preparar para as mudanças no clima?

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O El Niño muda os padrões de chuva e temperatura, trazendo desafios para a agricultura. Mas acompanhar a previsão é apenas parte do planejamento: cobertura, raízes e condições do solo também influenciam a resposta da lavoura. Entenda o cenário climático de 2026/27, a relação entre agricultura regenerativa e manejo da água e como conhecer melhor suas áreas. Descubra ainda como o BioStart utiliza a análise físico-química que você já possui para estimar riscos biológicos e ajudar a priorizar investigações no solo.

Sua análise de solo pode estar escondendo um risco biológico

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Todo produtor conhece a importância da análise de solo. pH, matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e outros indicadores fazem parte de decisões tomadas todos os anos no campo. Mas existe uma pergunta que nem sempre é feita: o que esses mesmos dados podem nos dizer sobre a biologia do solo? Dois talhões podem apresentar resultados físico-químicos relativamente semelhantes e, ainda assim, responder de maneiras diferentes ao manejo, apresentar pressões distintas de doenças ou desenvolver ambientes mais ou menos favoráveis à atividade biológica.

Rizosfera: Por que o Solo Colado na Raiz Determina a Produtividade da Lavoura

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No planeamento de cada safra, a amostragem de solo é tratada como um passo obrigatório e padronizado. O procedimento padrão envolve caminhar pelo talhão, coletar cerca de vinte subamostras de subsuperfície, misturá-las num balde e enviar uma amostra composta para o laboratório. Dias depois, o laudo entrega uma média química e física daquela área de vinte ou trinta hectares. Com esses números médios em mãos, calcula-se a necessidade de calcário, gesso e fertilizantes para o talhão inteiro. Embora esse método seja útil para estabelecer uma linha de base macrobiana e mineral, ele ignora uma realidade biológica fundamental: a planta não cresce na “média” do talhão. O sistema radicular de uma cultura comercial, seja soja, milho, algodão ou café, interage e depende quase exclusivamente de uma faixa milimétrica de solo que envolve diretamente as suas raízes. Essa região ultra-ativa é chamada de rizosfera.